Mensagem Pastoral do Mes

 

RESTAURADORES DE UNIDADE, Ne 4.18-20.
Meu querido(a), quando Deus nos mostrou que nosso tempo ministerial tinha terminado tanto em Poá (com a igreja) e em Arujá (com a faculdade teológica), Ele nos deu provas incontestáveis e inconfundíveis de que deveríamos nos mudar para cá e iniciar nosso ministério entre e com vocês. Mas qual era a missão de Deus para nós em Andradina? Essa passou a ser a nossa pergunta. E Deus nos respondeu. É bem verdade que já compartilhamos com a igreja o que Ele disse.Mas enquanto Deus está operando não podemos
esquecer o que Ele nos disse. Então tenhamos bem fresquinho em nossa mente (e agora registrado!)

o que o Senhor está esperando de nós a fim de cooperarmos com Ele em obediência. O trecho de Ne 4.18-20 foi a resposta (leia o trecho novamente, por favor). O Senhor nos falou que estamos trabalhando na sua obra (o que estamos fazendo estamos fazendo para Ele) – como os companheiros de Neemias - porém, estamos distanciados uns dos outros em nossos relacionamentos e, por isso, nossa comunhão tem sido superficial. Há um grande perigo a vista: distanciamento nos torna vulneráveis, frágeis, fáceis de sermos vencidos ‘quando o dia mau chegar’; logo, quem está trabalhando distanciado na obra de Deus está fragilizado e exposto ao ataque do diabo porque seus relacionamentos e sua comunhão com os irmãos e irmãs está enfraquecido. E quem está nessa situação é candidato à restauração.
Porém, aqueles que pertencem ao povo de Deus são também diretamente responsáveis pela restauração de sua unidade – ou seja, todos! Mas como cada um de nós pode participar nessa obra de restauração da unidade da Igreja Batista da Paz de Andradina? Que qualidades precisamos ter como povo de Deus?
Primeiro, precisamos ter um coração sensível ao coração de Deus, Ne 1.2-11. Quando Neemias ouviu o relato sobre a destruição de Jerusalém, ficou profundamente entristecido e quebrantado. Não foi preciso que um profeta se levantasse em nome do Senhor e lhe comissionasse para liderar a reconstrução.  Não!  Também

em nenhum lugar no livro vamos encontrar Deus falando pessoalmente com ele a fim de vocacioná-lo. Não! Simplesmente vemos um servo de Deus se sensibilização ao coração do seu Deus, percebendo o sentimento e a vontade de Deus. Portanto, não é só Deus que tem que se “preocupar” conosco e com aquilo que nos diz respeito. Mas nós, como filhos do Altíssimo, também devemos expressar nossa inquietação pelo Senhor e pelos interesses dele! No nosso caso, o estar em comunhão real e profunda uns com os outros é inquietar-se pelo Senhor e buscar os interesses dele, pois quando vivemos assim, vivemos como família de Deus e levamos os que nos observam (os incrédulos) a glorificar o nosso Pai que está no céu!
Segundo, precisamos admitir uma confrontação com a realidade sem perder a motivação, 2.11-20. Depois de chegar a Jerusalém, Neemias foi tomar conhecimento da realidade que teria que enfrentar e a conclusão a que chegou depois de analisar tudo é que a situação era muito difícil; porém, ele compartilhou com seus companheiros como tinha sido abençoado e ajudado por Deus onde ele estava. Era justamente por isso que seu coração estava grandemente motivado a acabar com aquela vergonha. Nós podemos dizer com Neemias que também fomos muito abençoados onde estávamos servindo ao Senhor e recebemos muita ajuda dele! Por isso, amado(a), estamos também muito motivados a seguir em frente neste trabalho que o Senhor nos entregou, em parceria com você, a fim de acabar também com a “nossa vergonha”, com o nosso distanciamento uns dos outros e passarmos a viver perto. Podemos dizer, como Neemias, que a nossa situação também não é fácil, mas precisamos encará-la com motivação sabendo que “o Deus do céu nos dará sucesso”, 2.20a.
Terceiro, precisamos nos disponibilizar para sermos agentes de mudança, Ne 3.1-32. Pessoas que nem poderiam estar envolvidas com o trabalho da reconstrução se disponibilizaram a serem usadas por Deus, possibilitando a realização dos propósitos do Altíssimo. Não era só Neemias que estava envolvido, mas também sumo sacerdote e os sacerdotes (v.2), os homens de Jericó (v.3), os homens da cidade de Tecoa (v.5), as mulheres também ajudaram no trabalho (v.12c), os levitas (v.17), e os ourives e comerciantes (v.31,32). Nós também não podemos ficar de braços cruzados esperando que apenas o pastor e a liderança vão resolver tudo. Não. Esta obra precisa do envolvimento de todos! O que você está fazendo em relação ao que Deus nos tem ordenado? Se apresente diante do Senhor como instrumento de mudança! Deixe de amaldiçoar, de ficar falando mal dos irmãos ou de sua igreja. Agindo assim você está denegrindo a si mesmo, pois você é membro dessa igreja. Então, comece a mudança a partir de você.
Quarto, precisamos ter coragem de sofrer o dano pelo bem do irmão e de nós mesmos, 5.1-12. Havia entre os irmãos que estavam em Jerusalém trabalhando na reconstrução pessoas que exploravam os seus patrícios (no caso, os pobres) e Neemias percebeu também precisava tratar mais esse problema, v.7-11. A solução não era fazer rebelião nem manter os laços de fraternidade quebrados. A solução estava no perdão! Estava em ambos os lados – explorados e exploradores – abrir mão dos direitos, de sofrer o dano a fim de que o outro fosse abençoado; e fazendo isso, todos estavam abençoando a si próprios, pois também estavam recebendo libertação do Senhor. Talvez, nessa caminhada amado(a), você tenha se sentido (ou ainda se sinta!) prejudicado por alguém, entristecido por ou com alguém do nosso meio – ou que sabe de outro lugar. Não importa! Tenha coragem, meu querido(a), sofra o dano pelo bem do outro e você verá que esse sofrimento vai trazer resultados abençoadores sobre você mesmo! Não continue carregando um colar com rato morto ao pescoço. Perdoe já!
E, finalmente, precisamos perseverar nos propósitos divinos até chegar a bonança, 6.1-16. Não faltaram oposições a Neemias quando ele se envolveu no processo de restauração. Mas ele mesmo faz questão de registrar que, depois de cinqüenta e dois dias de trabalho duro, as muralhas foram terminadas e os seus inimigos das nações vizinhas souberam disso e ficaram desmoralizados porque ficaram sabendo o principal: o trabalho havia sido feito com a ajuda de Deus! Ou seja, todos souberam que eles não poderiam ser derrotados porque Deus estava do lado deles, v.15,16. “Agindo Deus, quem impedirá?” – não é mesmo? Mas as bênçãos não param por aí, eles também reassumiram o governo (7.2), repovoaram suas cidades (7.73), reconquistaram a liberdade religiosa comunitária (cap. 8), arrependeram-se e confessaram seus pecados, ou seja, experimentaram um poderoso avivamento (cap. 9). Amados(as), nós também não podemos desanimar nem desistir. A bonança está diante de nós. Agüente só mais um pouquinho com fidelidade e você colherá as bênçãos de tudo o que tem semeado, pois a luta e aflição não são eternas! Aleluia!
Portanto, para concluir, eu pergunto: “Você está trabalhando na obra de Deus sendo servo nesta igreja? Qual é a distância que você está mantendo dos demais?” Lembre-se: distanciamento provoca vulnerabilidade. Mas Deus estabeleceu como princípio de vitória e estabilidade a vida em comunidade (= comum + unidade). Neemias e os seus amigos não estavam restaurando apenas os muros e o templo de Jerusalém. Estavam também restaurando a unidade da nação. Deus não chamou você para construir muros ou paredes de um templo, mas para trazer à unidade todo aquele que se achegar ao corpo. Permanecendo assim você estará contribuindo diretamente para que sua igreja seja vitoriosa! Então, o que você está esperando? Seja um restaurador de unidade!
      Pr. Marcos Teodoro.

 

 

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